Desporto
4-1 em Penafiel deixa António Barbosa à procura de respostas: “Precisamos de ajustar a realidade competitiva”
A conferência de imprensa deixou uma ideia central: apesar da derrota pesada em Penafiel, António Barbosa entende que a Académica criou oportunidades suficientes para marcar e aponta a falta de equilíbrio e de entrosamento como aspetos a corrigir.
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A derrota por 4-0 diante do Penafiel não apaga, para António Barbosa, os momentos em que a Académica conseguiu criar perigo. No final da partida, o treinador dos estudantes reconheceu a eficácia do adversário, mas também assumiu que a equipa tem aspetos importantes para corrigir.
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“Entramos muito bem em campo”, começou por explicar o técnico, lembrando os vários lances de perigo criados nos primeiros minutos. A Académica, diz, teve “dois ou três lances” claros dentro da área, mas não conseguiu aproveitar as oportunidades.
O Penafiel foi crescendo no encontro e acabou por chegar ao golo. Para António Barbosa, a diferença esteve sobretudo na capacidade de finalização das duas equipas. “A nossa ineficácia nos primeiros lances foram contrariados pela eficácia do adversário”, resumiu.
O treinador considera ainda que os estudantes tiveram dificuldades em controlar a velocidade e a capacidade do adversário para esticar o jogo. Depois do primeiro golo e de uma bola parada que originou o segundo, a Académica tentou reagir, mas acabou por sofrer ainda mais dois golos.
Mesmo com superioridade numérica durante grande parte da segunda parte, a Académica não conseguiu transformar o domínio em golos. Barbosa reconhece que a equipa criou situações suficientes para marcar, mas entende que ainda há trabalho a fazer na forma como explora os espaços.
“Temos que aproveitar para perceber que temos de estar mais equilibrados, mais compactos”, afirmou o treinador, defendendo que a equipa precisa de crescer na organização ofensiva e nas relações entre os jogadores.
António Barbosa voltou a destacar que a Académica é uma equipa em construção e que o entrosamento exige tempo. Para o técnico, a capacidade de aproveitar situações de superioridade numérica depende também das ligações que os jogadores vão criando em campo.
“Requer tempo, trabalho, ligações”, explicou, numa ideia que acabou por ser uma das notas mais repetidas da conferência.
Apesar do resultado, o treinador agradeceu ainda a reação dos adeptos no final do encontro, que, segundo Barbosa, reconheceram o esforço da equipa apesar da derrota. “Muito gratos por aquilo que sentimos no fim, muito gratos”, afirmou.
O técnico considera que os estudantes estão conscientes das dificuldades e pede tranquilidade para permitir a evolução do grupo. “Precisamos todos de tempo, precisamos de ajustar a realidade competitiva”, disse.
A adaptação à Liga 2 surge, aliás, como uma das explicações para as dificuldades sentidas. Barbosa revelou que o clube teve limitações no mercado e admite que a intensidade competitiva da prova é superior àquela a que muitos jogadores estavam habituados.
O treinador aponta diferenças não apenas ao nível físico, mas também nos duelos, contactos e intensidade do jogo, defendendo que o plantel ainda precisa de se adaptar a essas exigências.
António Barbosa admite, por isso, que a Académica poderá ainda reforçar o grupo, embora dentro das limitações financeiras do clube. “É possível que chegue mais gente”, afirmou, deixando aberta a possibilidade de novas entradas, mas sublinhando que não será construído um plantel demasiado alargado.
A derrota em Penafiel deixa, assim, uma Académica com várias questões por resolver, mas também com a convicção do treinador de que há margem para crescimento ao longo da temporada.
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